quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É Bom Saber - Parte 21

28. Como dimensionar trilhas?

As trilhas das placas precisam ser projetadas com cuidado, levando em consideração a intensidade da corrente que passará por elas.

Uma regra simples é que a trilha deve ter pelo menos 1 mm de largura por ampere de corrente que deve conduzir.

Assim, se por uma trilha, a corrente que irá circular for de 1,5 amperes, esta trilha deverá ter pelo menos 1,5 mm de largura.

É claro que na prática, se houver espaço disponível, deve ser observada uma tolerância.

Se as trilhas forem muito estreitas para uma corrente intensa, além da resistência que pode afetar o funcionamento do circuito, temos o aquecimento que pode causar seu rompimento.

29. Como fazer blindagens numa placa de circuito impresso?

Se uma trilha longa precisar conduzir um sinal intenso, será conveniente pensar numa blindagem.

Duas trilhas que corram paralelas (uma de cada lado) ligadas ao negativo ou terra do circuito servem de blindagem. 

Uma área cobreada que envolva (sem tocar) o terminal de entrada de um amplificador sensível, estando ligada ao terra do circuito, pode servir de blindagem.

As blindagens nas placas são muito importantes nos circuitos de áudio que trabalham com pequenos sinais e nos circuitos sensíveis de alta frequência em que realimentações perigosas possam ocorrer.

Nos circuitos digitais de alta velocidade, em que ocorram instabilidades, as blindagens também podem ser necessárias.

30. Como reduzir capacitâncias parasitas?

A proximidade de uma trilha de outras trilhas ou de grandes regiões cobreadas pode implicar na introdução de capacitâncias parasitas nos circuitos.

Estas capacitâncias podem ser responsáveis por oscilações, perdas ou mesmo instabilidades de funcionamento.

Para reduzir este problema, as trilhas que transportam sinais devem ficar longe das demais e/ou ser curtas.

Um bom planejamento das placas possibilita a utilização de trilhas curtas para os sinais.