domingo, 30 de outubro de 2016

É Bom Saber - Parte 1

1. Como escolher um transistor equivalente para um projeto?

A escolha de um transistor equivalente para um projeto exige o conhecimento da sua função no circuito e das características do componente original.


Para aplicações de corrente contínua (fonte) e áudio, a escolha é menos crítica e normalmente, o equivalente deve ter as seguintes características:

- Mesmo tipo (NPN, PNP, FET de canal N ou P).

- Corrente máxima de coletor igual ou maior que o original. 

- Tensão máxima de coletor igual ou maior que o original.

- Ganho igual ou maior que o original.


Para aplicações em circuitos de alta frequência temos ainda a observar:

- Frequência de transição igual ou maior que o original.


Em alguns casos, como, por exemplo, em pré-amplificadores de áudio ou ainda amplificadores de RF, deve ser observado o fator de ruído, que no equivalente deve ser igual ou melhor que o original.


Dispor de um manual de transistores é muito importante para quem faz substituições destes componentes com frequência.


2. Que valores posso usar quando não encontro um resistor de valor exigido num projeto?

Os resistores usados na maioria das montagens comuns tem uma tolerância de 20%.


Isso significa que, na falta de um valor original, dependendo da função é possível experimentar um valor próximo.


Entretanto, se os resistores recomendados no projeto forem de pequena tolerância, 5% ou menos, o leitor deve partir para outros tipos de soluções.

Uma delas consiste na associação de resistores de outros valores.


Por exemplo, se não encontro um resistor de 150Ω para uma aplicação, posso associar em série um de 100Ω com um de 47Ω, obtendo com boa precisão o valor desejado.


O problema está apenas no espaço disponível na montagem, já que teremos de colocar dois resistores onde havia apenas um.